Combatendo fake news

PINOCCHIO Credit: Greta De Lazzaris/Roadside Attractions

Para facilitar o acesso a sites e redes sociais que combatem a disseminação de informações falsas eu criei esse post. Aqui estão os mais conhecidos e premiados.

Os psicólogos afirmam que para entender por que as pessoas mentem, é preciso entender a causa. Nessa linha nada é criado sem a intenção de obter vantagens obscuras, é por isso que se faz necessário combater essa atitude, caso o contrário você estará sendo manipulado. E pior, pode ser o meio para gerar um caos. Qualquer informação falsa ou manipulada é um desserviço para a sociedade, então reflita sobre o tema.

Agência Lupa

Agência Lupa é primeira do setor de checagem de fatos do Brasil a ser criada no Brasil. Ela está ligada ao site Folha de S. Paulo e seus trabalhos estão diretamente ligados a fatos compartilhados em período de eleição.

Para entrar em contato com a Lupa, basta mandar uma mensagem no Facebook diretamente para o Messenger, que o bot irá auxiliar a avaliação das informações como verdadeiras ou falsas.

Fato ou Fake

Criado pelo grupo Globo, Fato ou Fake faz a apuração de notícias falsas com uma equipe composta por jornalistas que trabalham em veículos como Época, Extra, G1, CBN, Época, Extra, TV Globo, GloboNews, Jornal O Globo e Valor Econômico. Este site é responsável por verificar notícias muito compartilhadas de assuntos gerais.

Se você quiser fazer uma denúncia de alguma notícia falsa, pode ir à página do Facebook do Fato ou Fake, ou mandar uma mensagem para o WhatsApp, através do número (21) 97305-9827.

Agência Pública – Truco

Fundada em 2011 por mulheres jornalistas, a Agência Pública é uma instituição sem fins lucrativos que avalia notícias com temas que envolvem administração pública e defesa dos direitos humanos. Ela é responsável por avaliar diversas falas de políticos, classificando-as em diversas categorias como verdadeiro, sem contexto, discutível, exagerado, subestimado, impossível provar ou falso.

E-Farsas

Lançado em 2001, o E-Farsas é um dos sites de checagem de notícias mais antigo que foi criado. O site é responsável por avaliar boatos que são espalhados diariamente pela internet. Após a avaliação, um post é feito para que as pessoas possam ter acesso ao conteúdo.

Para mandar uma sugestão de notícia para o site, basta apenas ir na aba de Contato do site.

Fake Check

O detector de Fake News Fake Check é uma plataforma que foi criada pela junção de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Diferentemente de uma agência, a plataforma utiliza aprendizagem de máquina e inteligência artificial para avaliar se um texto é verdadeiro ou falso.

Para entrar em contato com o Fake Check, basta apenas enviar uma mensagem para o bot do WhatsApp através do número (16) 98112-8986.

Painel do CNJ

Lançado em 1º de abril de 2019 por representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), das associações da magistratura e dos tribunais superiores e da imprensa, o Painel de Checagem de Fake News conta com parceiros que “contribuem para o projeto dentro de sua área de atuação e com as ferramentas que dispõem para checar dados e realizar ações de alerta à sociedade sobre o perigo da informação falsa”. As notícias são publicadas em sites parceiros, como Folha de S. Paulo, Estadão e UOL, e o Painel do CNJ funciona mais como uma chancela das plataformas, do que uma plataforma de checagem em si.

Acesse aqui a plataforma do Painel do CNJ

Boatos.org

Criado em junho de 2013, o Boatos.org é atualizado diariamente “graças a uma equipe de jornalistas ávidos em descobrir a verdade”. A plataforma criou uma área exclusiva para combater as fake news sobre o novo coronavírus.

Acesse aqui a plataforma do Boatos.org

Fonte: http://www.canaltech.com.br e http://www.inovasocial.com.br

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Solução de muitos problemas com as imagens nas redes sociais

Achei essa matéria pela internet e quis compartilhar por aqui. Super legal. Muita gente se perde nisso. É do @ marketingconteudoPara todos que estão produzindo conteúdo para redes sociais em alguma estratégia de marketing digital, estar atento ao tamanho ideal para as … Continuar lendo

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Zygmunt Bauman: Comunicação líquida

1451504427_675885_1451510007_sumario_normalEssa entrevista foi muito pontual no que relata a atual condição da classe média no mundo. Pensamos que só o Brasil passa por mudanças, mas essas mudanças são globalizadas. Muito se fala dos países desenvolvidos, mas não pensamos como eles, queremos um Brasil moderno e justo, mas agimos com um pensamento ao estilo medieval. Segue abaixo um texto para reflexão.

Comunicação líquida

“Conversar com pessoas parecidas conosco é fácil, elas estão preparadas para aplaudir o que dizemos, são agradáveis e, antes de a conversa começar, elas já nos entendem. Mas discutir assuntos com pessoas que possuem diferentes pontos de vista, dos quais não gostamos, negociar algum tipo de acordo e de compromisso, um modus vivendi com essas outras pessoas, isso é uma habilidade.” – Zygmunt Bauman

Em entrevista exclusiva, Zygmunt Bauman recebe a revista Comunicação Empresarial em sua casa, no Reino Unido, para debater as narrativas e habilidades requeridas pelos desafios contemporâneos. Continuar lendo

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A fluidez do mundo líquido de Zygmunt Bauman

62957-zygmunt_bauman_artigoDemorei um pouco pra falar sobre o tema, ainda estou lendo mais sobre Bauman e suas teorias. Mas adianto por aqui essa entrevista feita por Marcelo Lins/Milênio/GloboNews.

“Houve muitas crises na história da humanidade, muitos períodos de interregno, nos quais as pessoas não sabiam o que fazer, mas elas sempre acharam um caminho. A minha única preocupação é o tempo que levarão para achar o caminho agora. Quantas pessoas se tornarão vítimas até que a solução seja encontrada?” – Zygmunt Bauman

Houve um tempo em que conceitos eram sólidos. Ideias, ideologias, relações, blocos de pensamento moldando a realidade e a interação entre as pessoas. O século 20, com suas conquistas tecnológicas, embates políticos e guerras viu o apogeu e o declínio desse mundo sólido. A pós-modernidade trouxe com ela a fluidez do líquido, ignorando divisões e barreiras, assumindo formas, ocupando espaços diluindo certezas, crenças e práticas. Continuar lendo

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Café, livraria, livros, filosofia e sapatos

20161109_122550.jpgSapatos ? 😕 Sim, sapatos. Para usar e para calçar o do outro. Calce o sapato do outro e ande um pouco com ele. Mas sapatos são uma paixão de muitos. Será por isso? Porque olhamos para os sem sapatos com tanta pena? Porque sapatos? Gosto de sapatos 😍. Calce meus sapatos, porém tenho muito ciúmes dos meus sapatos. Cada um anda diferente e por isso podem estragar meus sapatos.
Deixa que só eu sei andar com meus sapatos, você pode levar um grande tombo e nunca mais levantar.

Cláudia Vidal.

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Millennials – O futuro nos remete sempre a esperança

O que todos desejam para o mundo é uma civilização mais humana. Porém, me dá um pouco de medo o excesso de tecnologia. O medo da humanidade se tornar muito objetiva, muito “exata” e pouco “humanas”, no sentido educacional. Mas assim caminha a humanidade…. Passos firmes para o futuro e esse futuro pertence aos jovens. A evolução ?! Esperamos que sim. Esperamos a descoberta da cura de muitas doenças e também do exercício da cidadania. Muito bom esse texto (abaixo) que me enviaram hoje sobre como será, ou possivelmente será, o nosso futuro. Jovens exigentes e com poder, em um mundo cada vez mais globalizado com os continentes se aproximando, o planeta terra vai ficar menor. É a vez dos Millennials.

A morte dos shoppings, o fim do Facebook e o futuro criado pelos Millennials

Um estudo da CompTIA chamado “How milennials may change the workplace” mostrou que o ambiente de trabalho no futuro irá muito além das fronteiras com vida pessoal. Este estudo avaliou a chegada da geração Millennials (nascidos entre 1980 e 2000) ao mercado de trabalho e identificou alguns direcionamentos que vão fazer sucesso no futuro, como maior ênfase no engajamento nas mídias sociais e conhecimentos em tecnologia. Eu sou millennial, tenho 31 anos e concordo com muito do que tenho pesquisado neste sentido.

A geração Millennials prefere ambientes flexíveis de trabalho e busca poder trabalhar naqueles que ofereçam opções remotas, ou seja, que eles possam trabalhar de casa, mesmo que precisem ganhar menos para isso.

As novas gerações estão ditando o futuro e pode ter certeza que seus filhos e netos não vão querer ser o clichê “médico” ou “advogado” quando crescerem, apenas. Muitas profissões surgirão no futuro e não podemos imaginar agora quais serão.  Aliás, fiz um artigo sobre isso chamado “Growth hacker, pilotos de drones e as profissões que ainda não foram inventadas”. Veja também este artigo do Prof. Patrick, “Profissões ameaçadas pela tecnologia e a necessidade de nos reinventarmos em nossas carreiras“.

Além disso, daqui a alguns poucos anos trocar de profissão, reinventar-se ou fazer diversas coisas diferentes como forma de trabalho não será mais problema ou alvo de julgamentos. Ninguém precisará ficar preso na mesma profissão para sempre e uma pessoa não será mal vista porque é multifacetada ou realiza diversas tarefas, como ocorre hoje (comumente chamados de não focados em uma área). Mas essas  mudanças vão muito além do mercado de trabalho e vão impactar o mundo de diversas formas.

Uma das áreas impactadas é o marketing e no vídeo logo abaixo ficará claro que estamos diante de algo muito novo e que precisaremos começar a planejar urgentemente novos produtos, ações, ideias para atender às novas gerações. Não será fácil desprender-se e pensar com a mente delas:  um exemplo é a resistência ao Uber, assim como antigamente resistiram ao computador pensando que substituiria professores, ou pior, quando não queriam que lâmpadas fossem vendidas porque acabaria com os fabricantes de velas.

Os Millenials já compram, vão comprar mais e influenciar compras. Não vão assistir apenas propagandas, mas esperar interação com elas e conteúdos personalizados. Eles querem cocriar e podem mudar um negócio da noite pro dia. Serão ricos ainda novos, por suas próprias criações e produções, assim como já se podem ver os “youtubers”, que ganham rios de dinheiro com seus vídeos sobre diversos temas.

Veja este vídeo:

O fim do Facebook?
Se as profissões, os comportamentos e o marketing mudam, as redes sociais que fazem sucesso hoje também não serão as mesmas para sempre. O Orkut foi sucesso um dia, mas está morto.

O Mashable ouviu millennials para descobrir motivos pelos quais eles estão deixando o Facebook e migrando para outras mídias, como o Whatsapp e o Snapchat. Muitos afirmaram que se sentem felizes ao serem livres do Facebook porque não precisam mais sustentar aparências por lá. Eles acreditam que diante de tanto conteúdo e anúncios, existe pouco espaço para uma real socialização entre amigos neste ambiente.

Disseram ainda que às vezes mantém a conta, mas não a usam e que não falam com muitas das pessoas com as quais estão conectados.

O Facebook teria se tornado um palco aonde as pessoas promovem suas opiniões e frustrações, ao invés de realmente se comunicarem.

Além disso, o Facebook escancara informações sobre a vida da pessoa e pode prejudicar inclusive contratações de trabalho. Na pesquisa, eles também citaram que não querem se sentir obrigados a compartilhar situações que ocorrem no dia a dia, como a perda de um emprego ou o término de um namoro.

Um estudo do  Departamento de Ciências Comportamentais da Universidade de Utah questionou mais de 400 estudantes sobre seus modos de utilizar o Facebook e suas percepções sobre os outros. As respostas envolveram comentários como “eu era mais feliz antes de usar, porque agora estou gastando tempo e vendo a vida dos outros melhor que a minha”.  Hoje parece estranho dizer que o Facebook vai acabar, mas veja só, minha avó já está no Facebook. E isso certamente é sinal de que ele está ficando para trás.

 Além da debandada dos adolescentes, é natural que ocorra o envelhecimento dos usuários e existem pesquisas afirmando que a popularidade da rede vai cair e, quiçá, deixar de existir em 2018. Um estudo de dois pesquisadores da Universidade Princeton, mostrou que as postagens caíram, assim como as buscas pela empresa e apontou a perda de usuários.

O futuro baseado em vídeos – que duram pouco

Em 2015 vivemos o ano em que o vídeo ganhou enorme destaque. O próprio Facebook investiu em permitir e incentivar que os usuários subissem vídeos na própria plataforma, sem compartilhar links de Youtube, por exemplo.

Falando sobre o sucesso dos vídeos e o engajamento dos usuários, em novembro deste ano o Snapchat passou o Facebook em visualização de vídeos, de acordo com a proporção do número de usuários (100 milhões de usuários no Snapchat – que só podem ser vistos no mobile e 1,55 bilhão no Facebook – que podem ser vistos em qualquer dispositivo).

De acordo com a comScore, o Snapchat está deixando para trás Twitter, Pinterest, Google+, Vine e Tumblr, e chama a atenção em seu relatório de 2014, pois o aplicativo social já é a terceira ‘rede social’ mais utilizada pelos Millennials norte-americanos, na faixa etária entre 18 e 34 anos.

O co-fundador do Snapchat, Evan Spiegel, tem apenas 24 anos, é o responsável pela equipe de 330 funcionários, e já recusou uma oferta de mais de US$ 3 bilhões pelo Facebook no final de 2013, quando a receita da rede social era zero. Agora, eles se preparam para começar a negociar com grandes anunciantes e seus números mostram que sua maior audiência é maior e mais obsessiva que qualquer programa de televisão.

O sucesso do Snapchat entre os jovens pode significar que este tipo de linguagem é a preferida entre eles e a possibilidade de facilmente gravar sua rotina e do fato que o vídeo ficará no ar apenas 24 horas e depois vai sumir, os estimula a realmente compartilhar seus momentos não muito planejados sem medos e sem precisar estar bonitinho para aparecer. É diferente de usar um Instagram ou o Facebook, nos quais as fotos são mais planejadas, por exemplo.

Outro argumento é que por ser novo e não muito intuitivo de usar, eles entendem que seus pais ainda não estão lá para vigiá-los, diferente do Facebook, que agora é habitado por toda a família deles. Podemos entender que caminhamos para continuar usando vídeos para nos expressarmos e que o futuro pode ser baseado em materiais que se destruam e não fiquem muito tempo no ar.

Shoppings vão morrer?
Lojas físicas precisarão repensar sua razão de ser

Se os comportamentos de consumo, as plataformas e as carreiras mudam, outras áreas sofrerão impacto. O Netflix praticamente matou as locadoras de vídeo. O Google aposentou os mapas e as listas telefônicas impressas. A Kodak perdeu milhões durante meses observando a venda de câmeras fotográficas caírem, porque o digital e o smartphone a venceram. E quantas coisas mais surgirão e do dia para a noite impactarão negócios e modelos existentes que hoje acreditamos serem tão sólidos? Não acho certo pensamos com nossa mente limitadora de nossa geração e afirmar que isso ou aquilo não vai acontecer: estamos à mercê da próxima inovação disruptiva ou catalítica que vai modificar comportamentos e modelos. Leia este artigo do Edmardo Galli, sobre “O mundo nos próximos 20 anos” baseado no original publicado no Huffington Post, que fala sobre o que 7 grandes futuristas disseram sobre o que está por vir.

Veja este vídeo do Harvard Business Review (em inglês) sobre como a inovação disruptiva cria novos mercados.

 

Em eras de economia compartilhada, na qual a ideia não é “possuir”, mas experienciar e usar um bem como serviço, apenas quando ele realmente lhe for útil e evitando o acúmulo de tranqueiras (leia o artigo que escrevi sobre “Vida on-demand: Tripda, Airbnb, EatWith e a economia compartilhada“) podemos esperar grandes mudanças em relação ao quanto consumimos e as formas como compramos.

Pra quê comprar um DVD que será assistido no máximo duas vezes e depois vai virar algo mais para acumular pó na estante? Pra quê comprar uma bicicleta que logo vai se tornar velha e será difícil de guardar em seu apartamento se você pode alugar um modelo diferente todo mês? É nesse pensamento que se baseia esse novo modelo. Na economia compartilhada a posse se torna obsoleta e sustentabilidade está em alta, pois o modelo transforma o que antes viraria algo encostado e pouco usado em algo que pode ser útil a outras pessoas e ainda virar um negócio. Neste sentido, lojas de modo geral e lojas físicas especificamente podem sofrer um impacto, não só em relação ao consumo, mas às formas de se consumir.

Kotler, o papa do marketing, aponta algumas características do novo marketing (veja um artigo que escrevi com 8 lições dele sobre o novo marketing). Dentre elas, o fato de que as lojas físicas terão de repensar sua razão de ser e alinhar um processo de produção que envolva compras on-line. A Amazon é um grande exemplo disso: opera on-line e, por isso, desde sempre pode se focar em atender a diversos nichos (veja um artigo que escrevi sobre nichos e cauda longa), que não poderia atender se contasse com uma loja física, sujeita a um tamanho de estoque determinado.

O e-commerce é um modelo que será cada vez mais aprimorado para sobrepor as barreiras de compra pela internet e dificilmente negócios sobreviverão sem esta modalidade. Um modelo que poderia ser eficiente para atender à essa evolução seria o omnichannel (veja este artigo da Catarina Pierangeli sobre omnichannel), onde os diferentes meios se articulam para atender o consumidor por diferentes meios, horários e tipos de serviço.  Tudo isso porque o consumidor que poder navegar por diferentes canais, como comprar on-line, mas trocar na loja física.

Para Kotler, as lojas físicas não vão desaparecer, mas precisarão encontrar uma razão convincente para existirem. Elas podem se tornar, por exemplo, um lugar para viver experiências, na qual você poderá fazer diversas coisas. Uma possibilidade é que as peças de roupas sejam apenas provadas nesses locais, que só teria uma peça de cada modelo ou tamanho, por exemplo, mas a compra do produto mesmo ocorreria on-line e chegaria sob medida na casa do cliente, assim como já tem ocorrido com lojas de móveis e eletrodomésticos.

O Wal Mart iniciou testes sobre outras formas de logística envolvendo drones para  realizar entregas  nos Estados Unidos. Isso aponta para outros moldes e possibilidades de comércio.

A própria internet das coisas vai adicionar uma camada de serviços nos equipamentos e eletrodomésticos do dia a dia, vai mudar muito nossa rotina de fazer compras: a inteligência dela poderá nos poupar de precisar fazer compras no mercado, porque a própria geladeira poderá fazer o pedido on-line.

Nos Estados Unidos um fotógrafo (sob o pseudônimo Seph Lawless) se dedicou a fotografar shoppings centers abandonados e reuniu o material em um livro chamado “Black Friday“. Leia a reportagem completa aqui.

O setor de shopping centers se deparou com um cenário novo para o mercado brasileiro no último ano: o lançamento de shoppings com mais lojas fechadas do que abertas. Uma pesquisa do IBOPE Inteligência revela que a taxa média de vacância nos 36 empreendimentos inaugurados no ano passado foi de 50%, o que significa que de cada duas lojas, uma estava fechada por falta de locatário. Entre os shoppings inaugurados a partir de setembro, a taxa média de ocupação em 21 deles foi de 38%.  Diversos fatores podem ter contribuído para esse cenário. O primeiro é a localização, fundamental para o sucesso de um empreendimento. Muitos shoppings foram inaugurados em mercados que não tinham demanda para abrigar mais um ou, em alguns casos, mais dois centros comerciais. Além disso, para Fabio Caldas, coordenador de pesquisa na área de shoppings do IBOPE Inteligência, um deles é fato de “o ritmo de crescimento do varejo não ter acompanhado o avanço dos shoppings”. Ele entende que o mercado terá de se acostumar a um novo ritmo. A tendência é “segurar” novos lançamentos em shoppings e investir para atrair lojistas para os espaços ainda não alugados. Diante desse cenário, ele afirma que os empreendedores de shopping e os lojistas devem desenvolver novas estratégias para alcançar o sucesso. (Referências aqui eaqui).

Nos EUA, 15% dos shoppings vão falir ou ser transformados em outros espaços comerciais nos próximos dez anos, sendo pesquisa da Green Street Advisors.

Como profissionais precisaremos ficar de olho nessas tendências e não esperar que elas se tornem realidade para fazermos algo.

 

*Para deixar claro: artigos como este não são baseados em achologia, mas embasados por estudos e pesquisas.
**Deixo claro que não sou a favor ou contra shoppings ou ao fim de esta ou aquela rede social. São tendências. Nem sempre se revelam verdade, às vezes acontecem antes ou depois do previsto. Às vezes não acontecem. E às vezes acontecem mais forte ou mais suave do que o imaginado. Considerar estas tendências é importante, elas nos dizem muito e desde já podemos refletir o que fazer para não ficar para trás, seja como sociedade, como profissionais ou empresas.

 

Flavia Gamonar
Professora Mestra em Mídia e Tecnologia pela Unesp e gerente de marketing.
Especialista em marketing de conteúdo e pesquisadora apaixonada de marketing, mídias sociais, inovação e empreendedorismo.

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A era do pós-verdade

Amigos e amigas leitores, esse blog sempre aborda temas sobre o mercado digital, mundo online, social media. Porém, venho bem decepcionada com nossa ética jornalística. Ainda mais com alguns temas recentes que envolvem educação e cultura. Assim, como jornalista lanço a reflexão sobre nossa profissão e, por também acreditar, que todo social media pratica um pouco de jornalismo nas redes sociais.

Hoje mesmo comentei com amigos: se não houver uma grande reflexão e ensino sobre cidadania, o mundo vai ser “cada um por si”. Nem se completa o ditado  “e Deus por todos”, porque até seu santo nome está sendo usado em vão. Enfim, para não alongar o texto deixo aqui um excelente artigo para nossa reflexão.  Foi produzido pelo Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), uma realização do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil. Uma pesquisa, acompanhamento e monitoramento da ética praticada por jornalistas e meios de informação.

Comentário da Semana: Apertem os cintos, estamos entrando na era da pós-verdade

Pós verdade parece mais uma expressão de impacto para chamar a atenção de um público saturado de informações e inclinado para a alienação noticiosa. Mas o fato é que estamos diante de um fenômeno que já começou a mudar nossos comportamentos e valores em relação aos conceitos tradicionais de verdade, mentira, honestidade e desonestidade , credibilidade e dúvida.

As evidências desta nova era estão nas manchetes de jornais, em declarações como as do candidato republicano Donald Trump ou nas dos procuradores e acusados na Lava Jato. Se antes havia verdade e mentira, agora temos verdade, meias verdades, mentira e afirmações que podem ser verdadeiras, conforme afirma o escritor norte-americano Ralph Keyes, o autor do livro The Post Truth Era: Dishonesty and Deception in Contemporary Life (St. Martin’s Press, 2004. ISBN 978-0-312-30648-9).

Quando Trump afirmou num discurso que o presidente Barack Obama foi um dos fundadores do Estado Islâmico, até os ultraconservadores norte-americanos acharam que ela estava exagerando. Mas o candidato republicano não se abalou, nem mesmo na televisão, quando explicou que Obama permitiu o surgimento do grupo radical islâmico porque este cresceu no vácuo politico deixado no Iraque pelo que Trump classificou de fracassos da diplomacia do presidente norte-americano. A polêmica criada em torno da afirmação gerou a percepção de que ela poderia ser verdadeira. Foi o suficiente para que Trump saísse ileso da discussão.

Os conservadores transformaram a insegurança pública num dos seus carros chefes na campanha pela implantação da doutrina do medo social, como forma de domesticar a população. Mas eles negam a evidência estatística de que na maioria dos grandes centros urbanos do planeta a incidência de crimes diminuiu em relação ao número de habitantes. A explicação para a discrepância entre a sensação de insegurança e as estatísticas criminais é complexa e exige uma boa dose de esforço e isenção. É mais fácil partir para aquilo que uma parte do publico quer ouvir.

A “cognição preguiçosa”

É um caso típico de aplicação da teoria da “cognição preguiçosa”, criada pelo psicólogo e prêmio Nobel Daniel Kahneman, para quem as pessoas tendem a ignorar fatos, dados e eventos que obriguem o cérebro a um esforço adicional.

Aqui no Brasil, a pós verdade é nítida no caso das investigações da Lava Jato. Separar o joio do trigo no emaranhado de versões e contra versões produzidas pelas delações premiadas é bem complicado. Há poucas dúvidas sobre a existência de esquemas de propinas, caixa dois eleitoral, superfaturamento, formação de cartéis e enriquecimento de suspeitos, mas provar cada um deles com base em evidências é uma operação complexa e demorada. Em alguns casos até inviável dada a sofisticação dos esquemas adotados pelos suspeitos de corrupção.

Mas como existe o interesse político envolvendo a questão e como existe a “cognição preguiçosa”, as convicções passam a ocupar o espaço das evidências e provas. A dicotomia jurídica clássica entre o legal e o ilegal passa a ser substituída por justificativas tipo “domínio do fato”, ou seja, convicções construídas a partir da repetição massiva de percepções individuais ou corporativas, pelos meios de comunicação.

Segundo a revista The Economist, o mundo contemporâneo está substituindo os fatos por indícios, percepções por convicções, distorções  por vieses. Estamos saindo da dicotomia tradicional entre certo ou errado, bom ou mau, justo ou injusto, fatos ou versões, verdade ou mentira para ingressarmos numa era de avaliações fluidas, terminologias vagas ou juízos baseados mais em sensações do que em evidências. A verossimilhança ganhou mais peso que a comprovação.

A pós verdade, um termo já incorporado ao vocabulário da mídia mundial, é parte de um processo inédito provocado essencialmente pela avalancha de informações gerada pelas  novas tecnologias de informação e comunicação (TICs). Com tanta informação ao nosso redor é inevitável que surjam dezenas e até centenas de versões sobre um mesmo fato. A consequência também inevitável foi a relativização dos conceitos e sentenças.

Mas o que parecia ser um fenômeno positivo, ao eliminar os absurdos da dicotomia clássica num mundo cada vez mais complexo e diverso, acabou gerando uma face obscura na mesma moeda. Os especialistas em informação enviesada ou distorcida (spin doctors no jargão norte-americano), aproveitaram-se das incertezas e inseguranças provocadas pela quebra dos paradigmas dicotômicos para criar a pós verdade, ou seja, uma pseudo-verdade apoiada em indícios e convicções já que os fatos tornaram-se demasiado complexos.

A herança de Goebbels

Diante das dificuldades crescentes para materializar a verdade por conta da avalanche informativa, especialmente na politica e na econômica, criaram-se as pós verdades, ou factoides (no jargão brasileiro), onde a repetição e a insistência passam a ocupar o espaço das evidências.

Na era da pós verdade, as versões ganharam mais importância do que os fatos, o que não é bom e nem mau. É simplesmente uma realidade. O que chamamos de fatos, na verdade são representações de um fato, dado ou evento desenvolvidas pela mente de cada indivíduo.

Assim, teoricamente, podemos ter um número de representações de um mesmo fato igual ao número de seres humanos no planeta Terra. E como as TICs permitem a disseminação massiva destas representações ou percepções, fica fácil intuir a complexidade da avaliação de fatos, dados ou eventos.  “Uma mentira repetida mil vezes vira verdade”,  a controvertida máxima cunhada pelo chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels, tornou-se preocupantemente atual.

Os meios de comunicação, principalmente a imprensa, ganharam um papel protagônico no fenômeno da pós-verdade porque a circulação de mensagens passou a ser o principal mecanismo de produção de novos conhecimentos numa economia digital movida a inovação permanente. A relevância conquistada pelos meios de comunicação os transformou em agentes fundamentais no processo que prioriza uma forma de descrever a realidade. Quando a imprensa norte-americana endossou a tese da existência de armas de destruição maciça no Iraque de Saddam Hussein, ela  deixou de lado a verificação dos fatos e foi decisiva na transformação de uma possibilidade em certeza acima de suspeitas.

Teoricamente a pós verdade pode ser usada tanto pela esquerda como pela direita no terreno politico, mas como a imprensa joga um papel fundamental no processo, os rumos obviamente serão determinados pela ação de jornais, revistas, meios audiovisuais e pelas redes sociais. A imprensa portanto, não é uma observadora mas uma protagonista do processo de transformação de mentiras ou meias verdades em fatos socialmente aceitos.

A pós verdade e o jornalismo

A pós verdade é apenas um dos itens da era digital que estão abalando nossas crenças e valores. Nós jornalistas e toda a sociedade estamos vivendo um momento de insegurança e incertezas porque estamos passando de um contexto social para outro.  Esta insegurança não é um fenômeno inédito na humanidade porque já aconteceu antes quando grandes inovações tecnológicas alteraram radicalmente o contexto social da época. Basta ver o que ocorreu após a invenção da pólvora, dos tipos móveis por Gutemberg, da máquina a vapor e dos processos de produção industrial.

Um dos grandes, talvez o maior de todos, dilemas enfrentados pela sociedade atual, é a necessidade de conviver com a complexidade do mundo contemporâneo. Tomemos o caso da polêmica científica sobre o meio ambiente. É um tema complexo onde o bombardeio informativo confunde as pessoas comuns com afirmações contraditórias entre cientistas e pesquisadores. Do ponto de vista dos cientistas é natural que existam posicionamentos distintos mas para o público, acostumado pela imprensa a esperar verdades absolutas, as contradições e divergências geram incertezas, que acabam conduzindo ao descrédito generalizado.

A pós verdade coloca para nós jornalistas o desafio da repensar a credibilidade e os parâmetros profissionais para avaliar dados, fatos e eventos. Não é uma casualidade o fato da credibilidade da imprensa, em países como os Estados Unidos, estar hoje num dos pontos mais baixos de sua história. O leitor está cada vez mais confuso e desconfiado em relação à imprensa. É uma resistência intuitiva ao fenômeno da complexidade informativa gerada pela internet.

A pós verdade é talvez o maior desafio para o jornalismo contemporâneo porque ela afeta a relação de credibilidade entre nós e o público. A nossa atividade está baseada na confiança das pessoas de que o que publicamos é verdadeiro. Quando uma nova conjuntura informativa interfere nesta confiabilidade, temos serias razões para nos preocupar, e muito, sobre o futuro da profissão.

Carlos Castilho
Pós-doutorando no POSJOR/UFSC e membro da diretoria do Observatório da Imprensa

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Novidade do final de tarde: Instagram virou Snapchat 

Corra e atualize seu instagram!!!! Agora o aplicativo tem “stories” é o Snapgram (Instagram Stories), o vídeo cai em 24h 😱 Isso vai mudar muita coisa. Principalmente quando se trata de feed. Vai ficar mais limpo e até mais exigente no quesito qualidade de imagens.  Não duvido que o Instagram compre o Snapchat. Será que viajei? O aplicativo que começou a fazer sucesso por compartilhar apenas fotos é de propriedade do Facebook. O Instagram diz ter mais de 500 milhões de usuários no mundo.

Esse video abaixo foi minha primeira postagem na historia do Instagram. Vamos treinar pra ver o que teremos de novo. Se você não tá vendo isso no seu Instagram é só desinstalar e instalar, pronto!

*Hoje pela manhã estava vendo o tal snapgram, é muita onda. A galera se divertindo. Mas ainda fica a pergunta no ar: como vai se acomodar o internauta e o social media com essa mudança? As blogueiras já estão mostrando os presentinhos do dia etc.

Diferentemente das demais publicações no Instagram, não se podem comentar nesse novo de postagem que desaparece, nem clicar no botão “like” (curtir) da imagem. No entanto, será possível enviar uma mensagem privada para o seu criador.

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Profisssional de multifunções e generalista

ACUMULOO atual mercado de trabalho, realmente, está cobrando um profissional multifuncional. Mas cuidado para os excessos, isso não é saudável, além de tirar o emprego de outro profissional. É um caso para reflexão. O acumulo de funções não é positivo para o empregado nem para o empregador. No jornalismo, por exemplo, as funções de fotográfo, diagramador, designer gráfico, social media e outras, estão se acumulando em um só profissional. Além de ser difícil fazer tudo isso e ter o mesmo reconhecimento no salário. Veja o caso dos fotojornalistas: “… que vêm perdendo seu espaço para os jornalistas que empunham, além do bloco de anotações e caneta, uma câmera fotográfica nas mãos”. Eu por exemplo, dou meu testemunho, enquanto assessor de imprensa me faltava mãos para segurar tanta coisa como celular, câmera fotográfica, bloco de notas, caneta, bolsa… E a concentração para tudo isso?! A tecnologia cobra que tudo acontece em tempo real. E hoje são muitas as redes sociais que se dividem em imagens, áudios e vídeos. Achei essa matéria sobre especializações profissionais super interessante, mas ao mesmo tempo sem análise crítica desse mercado.

Para o diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Rudinaldo Gonçalves, a atividade do jornalista deve ser desenvolvida necessariamente em uma das funções na qual o profissional está qualificado.

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Não fique fora da nova onda

photographers_you_should_follow_on_snapchatCom certeza você já ouviu falar no SnapChat, carinhosamente apelidado de Snap. Então?! Se já ouviu aproveite logo e baixe o aplicativo, essa é a nova onda online. Não deixe de surfar com esse fantasminha hiper-legal. Uma forma criativa de postar as novidades do seu cotidiano como pessoa comum, blogueira ou profissional. Até empresas estão entrando nessa onda. Esse vídeo abaixo do texto ensina de forma didática a mexer no programa e você vai aprender rapidinho.

Antes as empresas passavam dias pensando como trabalhar uma ação por meio de vídeos ou fotos, tudo planejado rigorosamente. Agora o dia-a-dia é que se torna o próprio assunto, da forma mais natural possível. As postagens são construídas em tempo real, sem possibilidade de edição e se auto-destroem em 24 horas.

“Com isso, as marcas tendem a criar um novo tipo de relação com o consumidor que não force a venda, marcado por anúncios. Tal formato atraiu o público, especialmente com menos de 35 anos, o que tornou a ferramenta conhecida como “aplicativo dos Millenials”, afinal, este grupo passa mais de três horas navegando nos smartphone por dia. Esse nicho já vem ganhando a atenção das companhias, por serem o novo alvo a ser conquistado na relação de consumo” Leia mais aqui.

O segredo é humanizar a marca e mostrar aquilo que não se ver em outras redes sociais. Como a imagem vai se acabar em 24h nem compensa tá fazendo grandes produções, o tempo corre. E agora corra você para não ficar para trás.

Ah! não esquece de me add: claueav

Também tem esse outro vídeo bem animado, feito pela querida Nah Cardoso.

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